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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Berne e Bicheira (Miíase) são a mesma coisa?


Quem tem cães e mora em casa, provavelmente já passou por esse problema. Quem jamais passou, certamente já ouviu falar em berne e bicheira (Miíase). Mas o que são esses problemas. E serão eles distintos ou sinônimos para uma mesma coisa?

Em primeiro lugar, a berne e a bicheira são, sim, coisas distintas, apesar de similares sob alguns aspectos.


O que têm em comum?
Ambas são larvas que parasitam os animais. Têm o formato e o aspecto semelhante – embora a berne seja bem maior do que a larva da bicheira – também conhecida como miíase. As duas são transmitidas por moscas de coloração metálica – muitas vezes chamadas de varejeiras. E, para piorar, as duas larvas podem ser transmitidas para o ser humano. 

Mas então é ou não é a mesma coisa? Como diferencia-las?
Vamos às diferenças básicas: a mosca da berne (Dermatobia hominis) é de uma espécie diferente da mosca da bicheira (Cochliomyia hominivorax). 

Berne
No caso da berne, a mosca captura outros insetos (como moscas domésticas, por exemplo) e deposita seus ovos sobre elas, utilizando-as como “transporte”. Ela pode, ainda, depositar seus ovos sobre plantas. Os ovos, ao entrarem em contato com a pele íntegra, ali se aderem, até que as pequenas larvas eclodem, penetrando na pele. Então, as larvas começam a se alimentar de tecido vivo, mas sem penetrar na musculatura, ficando apenas sob a pele. E cada larva de berne fica em seu próprio espaço. Ou seja, em cada orifício existe apenas uma larva.

Bicheira (Miíase)
No caso da bicheira, a mosca deposita seus ovos diretamente sobre o hospedeiro, mas não na pele íntegra. Ela é atraída por feridas abertas, e só ali deposita seus ovos. Muitos ovos. As larvas eclodem e rapidamente se instalam na ferida, começando a se alimentar do tecido vivo, devorando pele, músculo, tendões, o que houver pela frente, até sobrar apenas osso. Não há limite para a penetração das larvas da miíase. Um animal ou pessoa que não se tratar pode morrer pela boca voraz das larvas.

Em cada orifício de penetração da bicheira (que muitas vezes não são simples orifícios, mas verdadeiros buracos) pode haver várias larvas.





Tratamento:
O tratamento para as duas é similar, pois consiste na retirada das larvas e principalmente no caso das bicheiras – no tratamento subseqüente das feridas que ficam no animal. 

Há, atualmente, medicamentos que auxiliam no tratamento, matando as larvas de dentro para fora, facilitando a retirada das mesmas e evitando que uma ou outra não seja visualizada, e permaneça devorando seu animal. Se informe com seu veterinário de confiança!


Como remover:
Berne
A retirada das larvas deve ser feita APENAS por médicos veterinários ou enfermeiros experientes.( A menos que você já tenha prática ou esteja num lugar sem recurso, mas seja cuidadoso) Isso porque, no caso da berne, a larva secreta uma substância que evita infecções. Mas, se na hora da retirada a larva se partir, não sair completamente, deixar pedaços dentro da pele, haverá uma infecção séria, e tratamento será muito mais difícil.


Bicheira (Miíase)
No caso das bicheiras, além de ser um processo doloroso para o animal, muitas vezes há estruturas importantes sendo devoradas, como vasos calibrosos, feixes de músculos ou ligamentos. Se a pessoa não souber exatamente o que está fazendo, pode puxar por engano alguma dessas estruturas, e machucar gravemente o animal.

Como prevenir Berne e  Bicheira? HIGIÊNE!
"Como sabemos que as moscas são atraídas basicamente pela falta de higiene, a melhor forma de evitá-las, além da utilização de repelentes, é extremamente importante a higienização do ambiente em que os animais vivem, banhar os animais sempre que necessário, estar sempre atento a saúde geral e da pele do seu animalzinho, e sempre procurar a ajuda especialista de um Médico Veterinário." 

No caso de suspeita de uma dessas doenças, leve seu amigo imediatamente a seu médico veterinário de confiança. Não perca tempo, porque o tempo, nesse caso, é seu inimigo.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gestantes e a toxoplasmose


Por falta de conhecimento, muitas pessoas acreditam que gestantes não podem conviver com gatos por causa da toxoplasmose. O contágio da doença não acontece no convívio com o animal, porém as grávidas devem tomar alguns cuidados.



O gato é hospedeiro definitivo do Toxoplasma. Ou seja, o animal abriga o parasita até a fase adulta, quando é capaz de se reproduzir e eliminar o parasita no ambiente. Aves e mamíferos também podem ser hospedeiros intermediários do parasita, pois em algum momento da vida entrou em contato com algo infectado, o parasita fica vivo dentro do animal (principalmente na musculatura), mas não se reproduz, mas também podem ser fontes de infeceção para os seres humanos.



A doença é transmitida através do contato direto com fezes do gato, sendo esse contato oral ou o manuseio das fezes e não lavar as mãos e levá-las a boca. A doença também pode ser contraida através de carnes cruas ou mal passadas e legumes e vegetais que estejam mal higienizados. A toxoplasmose, em alguns casos, não apresentam sintomas. Em casos em os sintomas aparecem, podem aparecer febre, manchas pelo corpo, cansaço, dores no corpo, ínguas espalhadas pelo corpo, dificuldade para enxergar podendo evoluir para uma cegueira e lesões na resina. A doença pode ser diagnostica por um exame de sangue.

Quando grávida, não é necessário abandonar o gato. O ideal é que a grávida não tenha contato com as fezes, por ser uma doença congênita; ou se isso não for possível que manipule as fezes com luvas de látex e mantenha a higiene do local onde o seu gato vive.





terça-feira, 5 de março de 2013

Piometra

 A piometra é um disturbio uterino potencialmente letal. Tendo como consequência choque séptico e insuficiência renal.. A piometra é causada por bacterias vaginais que invade o útero. Normalmente ocorre durante ou depois do cio e após administração de anticoncepcionais. No útero ocorre uma alteração hormonal deixando-o hiperplasico no qual pode colonizar bactérias e provocar uma infecção uterina. As fêmeas idosas são as mais acometidas devido a repetição do estimulo hormonal, pela aplicação excessivas de hormônios e pela imunossupressão. As fêmeas acometidas podem ter secreção vaginal purulenta ou sanguinolenta.. O diagnóstico é feito pelo ultrassom abdominal (aumento uterino excessivo!). A principio o paciente terá um tratamento de suporte. O tratamento definitivo é cirurgico, isto é, é feita a retirada do útero e dos ovarios.

A melhor prevenção é a castração precoce!!

A esterilização evita: prenhez indesejada, piometra, cistos ovarianos e tumores de mama!




Câncer de Pele em Cães e Gatos



 Cães e gatos também podem apresentar câncer de pele. Está moléstia não é rara! Animais com pele clara, sem pigmentação e com pelos excassos, são mais acometidos. O principal fator é a dermatose solar (exposição a luz ultravioleta) que causa queimaduras e pode desenvolver lesões pré-neoplasicas. A dermatose solar nos cães ocorre no nariz, no tronco e no abdomem. Nos gatos: na margem das orelhas, no nariz, pálpebras e lábios. As lesões ficam avermelhadas e com descamação.


Com exposição solar excessiva essa lesões podem evoluir para uma ferida ulcerada crostosa com erosões, pode ter areas de necrose. A ferida não cicatriza e pode sangrar facilmente. Normalmente não responde com tratamento para dermatites. As lesões podem ser únicas ou múltiplas. Nessa fase pode desenvolver uma neoplasia maligna cutânea, o CARCINOMA de celulas escamosas. Essa neoplasia é mais acometida em cães e gatos idosos, principalmente nos gatos brancos.
O diagnóstico é feito através de biópsia. O tratamento vai depender do resultado do exame.


... Se for uma lesão inicial (dermatose solar): evitar exposição solar, usar bloqueador solar específico para pets (fator 30), e anti-inflamatórios.. Em casos iniciais o prognóstico é bom, antes da instalação do carcinoma;


...Se for carcinoma de celulas escamosas o tratamento é a excisão cirúrgica total 

precoce da lesão. Em gatos pode ocorrer a mutilação dos pavilhões auriculares.


 Quanto menor for a lesão melhor será o prognóstico. Para lesões superficiais pode ser usada a crioterapia ou ablação a laser. Em casos mais graves utiliza-se quimioterapicos. O prognóstico para carcinoma é de reservado a mal.



PREVENÇÃO: NÃO DEIXE SEU PET FICAR EXPOSTO AO SOL; USAR BLOQUEADOR SOLAR ESPECIFICO PARA PETS; DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO PRECOCE AJUDA A EVITAR A CRONICIDADE DA DOENÇA.

AO ABSERVAR UMA FERIDA QUE NÃO CICATRIZA COM UMA APARÊNCIA DUVIDOSA, LEVE SEU PET A UMA CLÍNICA VETERINÁRIA O QUANTO ANTES, PROTEJA SEU PET!!!